O Dia das Mães é uma daquelas datas que não dão segunda chance. A vitrine muda rápido, o cliente decide de imediato e a janela de compra é curta. Em 2026, a data cai em 10 de maio.

E aqui vai uma verdade que pode mudar o seu mês: você não precisa “inventar produto novo” para vender mais no Dia das Mães. Você precisa reembalar o que já existe. Mais especificamente: pegar o que está parado no estoque, criar uma narrativa de presente, organizar isso como uma coleção temática e dar destaque de forma inteligente. É aí que a função Coleções do Kigi vira uma alavanca.

O Kigi é um ERP que centraliza operações (estoque, vendas e financeiro) e foi pensado para o varejo, com uma proposta de simplificar rotinas e dar visão mais clara do negócio. E quando você usa Coleções com estratégia, você não está só “organizando produtos”. Você está criando um motor de venda para uma campanha específica, com objetivo duplo: girar estoque parado e proteger margem.

A seguir, eu vou te mostrar um caminho prático para montar uma Coleção Dia das Mães com itens encalhados, vender com apelo de presente e aumentar o retorno do mês sem virar refém de promoção.

Por que o Dia das Mães é a melhor oportunidade do ano para girar “estoque esquecido”

Datas sazonais funcionam como um “atalho” de decisão: o cliente não está apenas comprando uma peça, ele está comprando um significado. E isso tem duas implicações importantes para a sua loja:

A primeira é que a pessoa tende a buscar curadoria. Ela quer uma seleção pronta, porque está com pressa ou com medo de errar. A segunda é que o foco muda de “eu quero tal item” para “eu quero acertar no presente”. Isso abre espaço para você guiar a escolha e é exatamente nisso que uma coleção temática se torna poderosa.

Além disso, como o Dia das Mães tem data definida e curta janela (em 2026, 10 de maio), você tem um cenário perfeito para colocar o estoque parado para trabalhar. Ao invés de empurrar desconto, você empurra história, montagem e conjunto.

O segredo é entender que estoque parado não é “produto ruim”. Na maioria das vezes, é produto sem contexto. E contexto é o que uma coleção cria.

A estratégia: transformar estoque parado em coleção (sem queimar preço)

Vamos deixar direto: “peças paradas” normalmente ficam paradas por um destes motivos:

  • não estão na vitrine certa
  • não estão agrupadas de um jeito que faça sentido
  • não têm uma narrativa de uso/presente
  • competem com lançamentos que roubam atenção
  • o time não sabe sugerir ou combinar

O Dia das Mães resolve isso porque dá um contexto imediato: presente.

A estratégia que funciona melhor aqui é a curadoria por perfil + faixa de preço. Você monta uma coleção com subgrupos que ajudam o cliente a decidir rápido, por exemplo:

  • “Para mães clássicas”
  • “Para mães modernas”
  • “Para mães básicas e elegantes”
  • “Para mães que amam conforto”

E, dentro disso, você organiza por faixas de preço (algo como “até R$149”, “até R$299”, “premium”), porque isso reduz fricção. O cliente olha e pensa: “ok, eu consigo comprar isso”.

O ponto é: quando você cria uma coleção, você não está dizendo “compre esse produto”. Você está dizendo “eu já selecionei o que faz sentido para essa ocasião”.

Veja também: Dia das Mães 2026: guia completo de presentes para cada tipo de mãe

Passo a passo prático: como montar uma Coleção “Dia das Mães” no Kigi

Abaixo vai um passo a passo pensado para ser executável em poucos dias. Não é teoria. É rotina.

1) Comece pelo diagnóstico certo: escolha os SKUs que estão parados com critério

Antes de sair “selecionando no olho”, defina um critério simples: itens com baixa saída recente, itens com giro abaixo do esperado ou itens que ficaram para trás quando a loja trocou a vitrine.

A lógica é escolher o que está parado mas ainda está vendável peças com boa qualidade, bom caimento, boa apresentação e que cabem no contexto de presente.

Aqui, o Kigi ajuda porque a proposta do sistema é justamente dar visibilidade sobre itens com giro, parados e alertas, evitando depender de planilhas.

2) Padronize o “nome de vitrine” da campanha

Isso parece detalhe, mas decide a conversão. Quando você cria a coleção, pense no nome como uma etiqueta mental para o cliente. Exemplos:

  • “Coleção Dia das Mães: Presentes que acertam”
  • “Seleção Dia das Mães: Elegância sem erro”
  • “Coleção Dia das Mães: Conforto & Estilo”

O nome precisa bater em uma tecla: “você vai acertar”.

3) Crie a coleção e organize por categorias/temas

O coração da função Coleções é permitir que você agrupe e apresenta produtos sob uma lógica única, com vitrine e organização. A recomendação é criar a coleção principal e, dentro dela, estruturar “linhas” (mesmo que você não use esse nome no sistema): por estilo, por ocasião e por faixa de preço.

Se você trabalha com loja física e online, pense em “coleção” como um padrão de exposição que se repete nos dois mundos. O cliente precisa ver consistência.

4) Monte “combos” de presente (sem parecer forçado)

O combo não precisa ser “kit fechado” com desconto. Muitas vezes, ele funciona melhor como sugestão pronta. Exemplo:

  • “Presente pronto: blusa + acessório”
  • “Look para mãe: peça principal + terceira peça”
  • “Conforto com estilo: conjunto + complemento”

Aqui, o objetivo é elevar o ticket sem usar promoção agressiva. Você não está empurrando, você está facilitando.

5) Defina a vitrine e o roteiro do time

Coleção que não vira vitrine é só organização interna.

Você precisa decidir: quais peças abrem a coleção? Quais são os “carros-chefe” de cada subgrupo? Quais peças existem para compor e aumentar ticket? E, principalmente, qual é a frase que o time vai repetir no atendimento.

Um exemplo de roteiro simples para a equipe:

  • “Você quer um presente mais clássico ou mais moderno?”
  • “Qual faixa de valor você quer manter?”
  • “Eu posso te mostrar a nossa coleção Dia das Mães já está toda pronta por estilo e preço.”

Isso tira a equipe do improviso e transforma coleção em método de venda.

Veja também: Marketplaces viraram o “novo imposto” da margem: como decidir o que vale vender quando logística vira preço

Como aumentar margem com Coleções (e não só vender mais)

Aqui é onde muita loja erra. Ela usa coleção como vitrine… e resolve tudo com desconto. O caminho mais inteligente é usar coleção para aumentar margem, não apenas para aumentar volume.

Três táticas funcionam muito bem:

1) Priorize na coleção os itens com margem melhor (não só os mais encalhados)

Sim, a ideia é girar parado. Mas você não quer transformar a campanha em um “descarrego”. Você quer transformar em venda com controle.

Selecione itens parados com potencial e complemente com itens que têm margem mais saudável. A coleção precisa ser um conjunto inteligente, não um depósito.

2) Reduza desconto médio usando narrativa e curadoria

Quando você “veste” o produto com um contexto (presente), a discussão deixa de ser “quanto custa?” e passa a ser “isso vai agradar?”. Isso, por si só, reduz a necessidade de desconto.

A curadoria faz o cliente sentir que ele está comprando uma escolha certa.

3) Use complementos para aumentar ticket sem sacrificar preço

Itens complementares são uma alavanca clássica de margem, especialmente em moda. Um complemento bem sugerido pode aumentar ticket e margem sem mexer em desconto.

Coleção é o lugar perfeito para isso porque o cliente já está mentalmente em “montagem de presente”.

Checklist de campanha 7 dias antes do Dia das Mães

Se você quiser executar isso rápido, aqui vai um checklist enxuto para entrar na semana do Dia das Mães com tudo pronto.

  • Coleção criada e nomeada com apelo de presente
  • Subgrupos definidos (por perfil e faixa de preço)
  • Vitrine física montada com a coleção (ou sinalização clara)
  • Time treinado com 3 perguntas-chave para conduzir a venda
  • Oferta de “presente pronto” (combos/sugestões)
  • Rotina diária de reposição e ajuste do que está vendendo
  • Ações de WhatsApp e redes sociais apontando para a coleção (sem poluir)

O Kigi também reforça integração e rotinas que conectam operação e canais, justamente para evitar retrabalho e facilitar execução omnichannel.

Onde o Kigi entra: Coleções como motor de organização, velocidade e controle

O Dia das Mães não perdoa lentidão. E o maior risco do lojista nessa época é perder o timing por estar preso em tarefas operacionais.

A força do Kigi aqui é: reduzir fricção e dar visibilidade para agir rápido. O próprio posicionamento do Kigi destaca controle integrado de estoque, vendas e finanças em um único sistema, com dashboards e relatórios para decisão mais clara.

Na prática, isso significa que você consegue:

  • identificar com mais clareza quais itens estão parados e quais têm giro
  • organizar produtos de forma estratégica (Coleções) sem depender de improviso
  • executar a campanha com mais consistência no físico e no digital
  • acompanhar resultado com mais previsibilidade e menos “susto no fechamento”

E tem um ponto importante: o Kigi vem se posicionando como ERP pensado para lojas de moda, conectando operação e visão de gestão de forma mais leve.

Ou seja: Coleções não é só um recurso. É um jeito de transformar estoque parado em narrativa de venda com controle.

Conclusão

O Dia das Mães é uma oportunidade curta e valiosa. Em 2026, ele acontece em 10 de maio, e a diferença entre “vender bem” e “vender com margem” costuma estar em uma coisa: curadoria com controle.

Quando você transforma peças paradas em coleção temática, você cria contexto, facilita decisão e aumenta a chance de vender sem depender de desconto agressivo. E quando você faz isso com um ERP que te dá base e visão para executar rápido, você transforma a campanha em resultado e não em correria.

Quer usar a função Coleções para vender mais no Dia das Mães sem virar refém de promoção? Fale com o time do Kigi.